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Hora da verdade: Fechando negócios

Estava ouvindo minha esposa ler o livro Empreendedor Minuto (Ken Blanchard e Don Hutson) e gostei muito do capítulo Criando um serviço lendário que citou o conceito de Carlzon da hora da verdade: “o momento em que o cliente entra em contato com alguém de sua empresa e forma uma imagem que o faz querer ou não voltar a procurar os seus serviços ou produtos”. Sendo identificada e bem utilizada, com respostas e soluções firmes e pertinentes, a hora da verdade fará com que o cliente tenha confiança em você. Mas caso deixe a desejar, pode ter certeza que perdeu negócio.

Para você que ainda não conseguiu identificar qual a hora da verdade, pois tem vários contatos com o cliente, tente se colocar no lugar dele. Pense além de uma simples venda. Pense em fidelização, satisfação e motivação. Pense em algo mais: não entregue apenas uma solução, entregue valor*.

*Valor são os benefícios que a oferta de produto ou serviço proporciona.

Todo profissional irá se deparar com diversas horas da verdade.

O analista de negócios precisa conhecer profundamente seu cliente, para identificar o melhor momento de oferecer uma solução, com seu devido valor. Gerente de Projetos que vive em constante comunicação com o cliente e tem a difícil função de liderar equipe, controlar cronograma e manter a qualidade, deve ter em seu interior o valor que o projeto proporcionará, para que na hora da verdade as entregas estejam devidamente alinhadas.

Alinhamento com o sentimento do cliente: isso é fundamental! Se o cliente está com raiva, apenas escute. Se o cliente elogia, agradeça. Se o cliente critica, agradeça. Se o cliente não fechou negócio, agradeça. Se o cliente deu uma ideia, anote e use-a, dando os devidos créditos. O cliente sempre tem algo a oferecer e a hora da verdade será crucial para determinar se será com você ou com seu concorrente que ele depositará sua confiança.

Por isso, antes de cada contato com o cliente, prepare-se psicologicamente, faça sempre o melhor que puder e tenha sempre uma “carta na manga” para que, na hora da verdade, seu cliente feche negócio e saia muito mais que satisfeito.

Forte Abraço!

Questionário ao participante do Crowdtesting

Disponibilizo aqui, conforme solicitado pela colega Roseleine Lucas, um questionário que faz parte de sua monografia da Pós Graduação.
Desde já, agradeço a participação de todos.

Equipe Qualidade Manaus

* PESQUISA: Este questionário faz parte de um trabalho de pesquisa para elaboração de uma monografia do curso de pós graduação em Qualidade de Software (Unisinos – São Leopoldo/RS), voltado à área de crowdtesting.
* OBJETIVO: As perguntas a seguir têm o intuito de levantar informações acerca do conhecimento, utilização e importância do crowdtesting.
* PÚBLICO ALVO: Participantes de uma comunidade de teste – o crowd.
* QUESTÕES/TEMPO: O Questionário possui 13 questões e necessita, em média, de 10 minutos para ser respondido.
* CONTATO: Qualquer dúvida, questão acerca do questionário ou afins, favor entrar em contato com Roseleine Lucas através do e-mail: roseslucas@gmail.com

Em busca da equipe perfeita

Em tempos de grande competitividade no mercado e diversidade de profissionais, a formação de equipes de sucesso tem se tornado o maior desafio para os gestores empresariais. Unir pessoas capazes de realizar o trabalho, que tenham motivação e se adequem a cultura da empresa é hoje de fundamental importância para atingir os objetivos empresariais.

A cultura de muitos profissionais hoje não os deixa enxergar que seu maior concorrente não está ao seu lado, mas sim em um lugar bem distante, em outra empresa. Essa falta de visão e a competitividade por cargos mais elevados faz com que ele acabe por atropelar o objetivo da empresa em favor do seu objetivo pessoal. Usar ideias de colegas, não compartilhar informações e atrapalhar o trabalho são algumas das atitudes que prejudicam o desenvolvimento da empresa.

Antes de tudo, o profissional deve perceber que o mesmo está inserido dentro de uma equipe. A equipe empresa estando bem, ele estará bem. Saber lidar com as diferenças culturais, com o pouco ou muito conhecimento de outros colegas, bem como a falta de comprometimento de outros, são atitudes que devem ser levadas em consideração na formação da equipe.

Afinal, uma bela equipe não é formada de profissionais 100% eficientes, mas sim por profissionais que se completam. Um planeja, outro executa, outro “joga areia”, outro falta ao trabalho e outro não concorda com nada. Mas, colaboram entre si, mesmo sem saber.

Os gestores devem estar antenados para perceber que aquela equipe deu o que tinha que dar. Tudo tem seu ciclo. Os profissionais foram se encaixando, colaborando, chegando a eficiência máxima, mas que em determinado momento esse desempenho irá cair. Para isso, mudanças são necessárias: algumas sutís (mudança de função) e outras drásticas (demissão de alguns). Isso tudo visando manter o desempenho do grupo e da empresa.

Por conseguinte, a equipe perfeita existe. Eu sei disso, pois já passei por uma. É uma pena que ela, na maioria das vezes, passe. Mas, continuar buscando formar outra equipe de sucesso, com atitudes verdadeiras, motivadoras e vencedoras, fará de você um profissional mais completo, feliz e realizado.

Planilha de Emissão de Proposta

Para quem trabalha com vendas, grande parte do seu dia a dia é dedicado a emissão de proposta de serviço/produto. É nela que o vendedor oficializa o oferecimento de produtos de sua empresa.

Apesar de sua importância, muitas empresas não possuem uma ferramenta ágil que permitem a emissão das propostas.

Para auxiliar nesse tarefa, proponho aqui uma planilha excel (acho que todos perceberam que me amarro em planilhas!) que poderá ajudá-lo enquanto não se tem um sistema destinado a essa operação.

A planilha contém:

1) Tabela de Preço: onde você adiciona seus produtos, com um código único, descrição, unidade e valor.

2) Planilha de proposta: Possui campos destinados a preencher o código da proposta, o nome do cliente, endereço, nome do contato e telefone.

A parte mais interessante fica por conta da planilha de produtos. Nela, você apenas seleciona o código do seu produto (coluna COD) e a planilha, através da função PROCV do excel, trás todas as informações do seu produto. A outra informação a ser inserida por você é a quantidade a ser vendida (Coluna Quantidade).

Feito isso, a planilha calcula o total por produto e o total geral.

Após o trabalho braçal, basta imprimi-la e torcer para que o cliente assine. De brinde, coloquei um botão que ativa uma macro para “limpar” a planilha.

Essa planilha se adequa a qualquer tipo de produto ou serviço. Vai vender salgadinhos? pode usar a planilha!! :)

Lembre-se: essa planilha é apenas uma apoio para a emissão (impressão) de propostas. Um sistema para essa finalidade é de fundamental importância para medir o seu desempenho em vendas: quantidade de propostas emitidas; total em valor das propostas emitidas; total em valor das propostas rejeitadas; quais os produtos mais vendidos; Quantos produtos já foram vendidos. E por aí vai.

Fiquem a vontade para propor melhorias.

Download da Planilha

Forte Abraço!!
Post publicado simultaneamente em Blog Renato Borges.

O Riso e o “Apagar Incêndio”

Ultimamente tenho lido livros sobre filosofia, então, se eu “viajar” um pouco sobre o tema proposto, não me xinguem :) . O objetivo do post é fazer um paralelo entre o “riso” e o “apagar incêdio”. A vontade de escrever sobre o tema surgiu após eu ler o livro “Do que riem as pessoas inteligentes – Um fisolofia sobre o humor” e identificar que a definição que o “riso” tem para o autor ser bem semelhante ao “apagar incêndio” da vida dos profissionais de TI.

Vamos então conceituá-los.

O riso. O riso… é o riso mesmo! Aquela sensação inesperada, que surge no diafragma e se espalha por todo corpo. O riso que nos alegra, que nos leva a um crescer involuntário, até não aguentarmos mais de tanto rir. O riso que, segundo alguns filósofos, “promovem bem mais do que a sabedoria de um médico o faria”*.

O “apagar incêndio”. Ah… o apagar incêndio! Aqui não falo do importante trabalho dos bombeiros, que põe em risco suas vidas para salvar vidas. O apagar incêndio aqui citado refere-se àquelas ações profissionais que surgem em nosso dia a dia, que são essenciais, mas que depois de feito não agregam valor nenhum, além do alívio de quem teve o fogo apagado.

O relacionamento entre os dois surge no fato do riso ser “a transformação de uma expectativa em nada”*. O riso vem subitamente, faz um bem danado para o nosso corpo e depois simplesmente some. Para alguns, ele pode deixar uma espécie de aprendizado ou lição, mas para a grande maioria ele não adiciona nada. Mas, apesar disso, ninguém consegue viver se uma boa risada.

Perceberam algum relacionamento do riso com o apagar incêndio? Principalmente na área de informática, no qual comumente se ouve:

“-Amigão, apaga aqui esse incêndio: meu computador tá travado.”

“-Esse seu sistema vai apagar um incêndio daqueles!”

“- A rede parou!”

Nas três situações citadas, o incêndio aparece, causa o maior alvoroço, gritaria pra todo o lado, vem o apagador de incêndio, a situação volta ao normal e cada um segue seu caminho. Se o trabalho dele for apagar incêndio, tudo bem. Mas o que normalmente se observa são profissionais contratados, com bastante conhecimento para executar um trabalho de planejamento, mas que passam o dia apagando incêndio, não restando tempo para outra coisa.

A origem do riso ou dos grandes incêndios é muito difícil de descobrir. O que sabemos é que os dois estão ali em nosso dia a dia e devem ser tratados com coerência. Rir o tempo todo pode parecer pouco educado e causar uma enorme confusão. Apagar incêndio, apesar de essencial, não agrega muito valor a sua carreira profissional.

O que nos resta é aprender com as grandes labaredas em nosso local de trabalho, nos preparando para a próxima e contando estória para nossos colegas de como apagou o incêndio de maneira engraçada, os fazendo rir!

Forte Abraço!

*Livro: Do que riem as pessoas inteligentes? Uma pequena filosofia do humor – Manfred Geier

Fonte da Tirinha: http://dilbertbrasil.blogspot.com/2009/03/tira-do-dia-20032009.html

Post publicado simultaneamente em Blog Renato Borges

Mapeamento de Processos como apoio para Gerenciamento de Projetos

Artigo Publicado nos Anais do 3º Congresso de Gerenciamento de Projetos da Amazônia

Autor: Renato Borges de Souza – renato@sopixel.com.br

Palavras-chaves: Mapeamento de Processos, Gerenciamento de Projetos

Abstract

The search for strategic alignment of business projects can be achieved through consultation documents and information that relate the company’s way of working, culture, where they will support project management. This article reports,  through a case study, on the use of process mapping as a source of support for the project management business.

Resumo

A busca do alinhamento estratégico dos projetos empresariais pode ser atingida através da consulta de documentos e informações que relatam a maneira de trabalho da empresa, onde os mesmos irão apoiar o gerenciamento de projetos. O presente artigo relata, através de um estudo de caso, sobre a utilização do mapeamento de processo como fonte de apoio para o gerenciamento de projetos empresariais.

1. Introdução

A criação de uma empresa pode ser motivada por uma ideia, necessidade ou oportunidade. Diante desse fator motivador, as ações para transformação de uma ideia em produto são inúmeras, até que a empresa possa fabricar o produto de maneira contínua. Mas apenas a fabricação do produto não é suficiente. Existem fatores não previsíveis como o mercado, concorrentes, custos, clima, entre outros, que podem prejudicar o funcionamento organizacional e a comercialização de seu produto ou serviço. Entender o funcionamento da empresa e seus diferenciais perante os concorrentes é fator essencial para a sua firmação.

Ações e projetos são demandados constantemente dentro do ambiente empresarial. Pode-se dizer que a chave para o sucesso empresarial reside na capacidade de atrair e realizar projetos com sucesso, cada um com sua particularidade e envolvidos. Um desses envolvidos é a própria organização, que no momento do seu processo de criação, desenvolveu sua missão, visão, valores, objetivos estratégicos e identificou suas atividades, buscando sempre executá-las de forma eficiente. Segundo o PMBOK (PMI – 4ª Edição), projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Trabalhando com projetos, o Gerente de Projetos (GP) deve aplicar todo seu conhecimento, habilidade, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de atender seus requisitos, visando atingir o nível de qualidade exigido pelo cliente. Apesar de toda importância didática dos fatores ambientais da empresa, muitas delas não possuem um volume grande de informações sobre as mesmas, sendo que muitas dessas informações estão somente na cabeça de alguns poucos funcionários. Para contornar essa dificuldade, o GP não pode focar somente nas ferramentas pesadas do negócio, como cronograma, orçamento e escopo, e perder a visão dos aspectos mais subjetivos do projeto, como a cultura, a qualidade dos recursos humanos e os objetivos previamente definidos pela empresa.

Ter uma fonte de consulta sobre os fatores ambientais da empresa e seu funcionamento, seria de grande valia para o inicio de um novo projeto. O mapeamento de processos pode ser essa fonte, conforme veremos ao longo do artigo.

2. Mapeamento de Processos

As empresas vêm utilizando o Mapeamento de Processos para representar modelos, explicitar conhecimentos e experiências, tornando-o um guia para análise crítica e suporte à tomada de decisão. O Mapeamento de Processos é o trabalho realizado para conhecer o comportamento organizacional, permitindo o desenho ou representação das sequências dos processos, sub-processos, atividades e objetivos. Tem como resultado um conjunto de modelos que devem representar o padrão atual (AS IS) ou esperado/futuro (TO BE) de comportamento do processo empresarial, seguindo sempre os princípios da modelagem de processos. Segundo Bizinoto appud PAIM (2002), os princípios são a aderência, relevância ou suficiência, custo/benefício, clareza, comparabilidade e estruturação sistêmica, no mapeamento de processos.
No Mapeamento de Processos, a notação em Diagramas é utilizada para a construção de um esboço do funcionamento do sistema organizacional. Para Macedo, os diagramas podem ser elaborados por ferramentas CASE (Computer-Aided Software Engineering), como o ARIS (Architecture of Integrated Information Systems), e serem utilizados como fonte de informação para entendimento dos fatores ambientais da empresa no desenvolvimento de um novo projeto. Dentre os diagramas a serem utilizados, citamos o VAC (Value Added Chain) - Cadeia de Valor, EPC (Event-driven Process Chain) – Cadeia de Processos orientada a Eventos e o OD (Objective Diagram) – Diagramas de Objetivos, conceituados por DIRR, SOUZA, AZEVEDO e SANTORO appud ARIS, 2006, conforme abaixo:

  • Diagrama VAC – especifica as funções de uma organização as quais influenciam diretamente o real valor agregado da organização.
  • Diagrama EPC – Sequência de tarefas ou atividades, que representam o processo e agregam valor ao negócio.
  • Diagrama OD – representa os diferentes objetivos presentes em uma organização ou instância organizacional, além de explicitar as relações de causalidade entre eles.

3. Estudo de caso

Para o presente artigo, desenvolveremos diagramas de mapeamento de processo baseados em uma empresa de TI, focada em tecnologia Web, com a missão de lançar produtos inovadores no mercado de mídias sociais. A empresa é nova no mercado, com funcionários jovens, comunicação direta entre eles, capital de giro baixo, prezando sempre pela criatividade e inovação. O foco dos diagramas será na cadeia de valor Gerir Vendas, responsável por atrair e reter clientes.

Figura 1 – Cadeia de Valor: Macro Processo Gerir Vendas

Figura 1 – Cadeia de Valor: Macro Processo Gerir Vendas

Cada processo da cadeia de valor possui objetivos relacionados a ele. A execução correta de um processo visa o atendimento de um objetivo estratégico. A Figura 2 representa o Diagrama de Objetivos da empresa em questão, no processo Realizar Vendas, que está abaixo do macro processo Gerir Vendas.

Figura 2 – Diagrama de Objetivos

Figura 2 – Diagrama de Objetivos

Para o gerenciamento de projetos, as informações dos diagramas de processo podem ser utilizadas para saber quem está envolvido, quando e como uma função é realizada, antecipando quais stakeholders serão afetados caso uma atividade seja alterada. Para projetos de softwares o uso do Diagrama EPC é um grande benefício, pois representa o fluxo de informação de um processo dentro da empresa, utilizado no desenvolvimento do diagrama de Casos de Uso.
Sendo a proposta do artigo o mapeamento de processos para o gerenciamento de projetos, vamos utilizar o objetivo empresarial “Otimizar o relacionamento com o Cliente”, conforme a Figura 2, que está inserido na cadeia de valor “Gerir Vendas”, para desenvolver o documento de Termo de Abertura do projeto. O Termo de Abertura abaixo conterá alguns campos propostos pelo PMBOK. As informações nele contida terão como base um projeto de CRM (Customer Relationship Management) – Gerencia de Relacionamento com o Cliente, observando onde as informações dos diagramas de processo são utilizadas neste documento.

Termo de Abertura – Projeto CRM

  1. Propósito do projeto ou justificativa:
  • Aumento da produtividade de vendas, através da Fidelização, visto que é mais caro conquistar um cliente que manter um novo.
  1. Objetivos mensuráveis:
  • Aumentar em 20% a venda anual para cada cliente.
  1. Requisitos de alto nível:
  • Gestão da base de clientes segmentadas; Histórico de ações e tarefas realizadas com o cliente; Relatório de produtos vendidos; Facilidade de acesso.
  1. Descrição do projeto em alto nível, características do produto:
  • Projeto: Visa o acompanhamento de informações dos clientes, com acesso rápido às mesmas, apoiando o atendimento ao cliente, otimizando assim o relacionamento com o mesmo, tornando-o fiel a empresa;
  • Características do Produto: Interface Web; Facilidade de acesso via navegadores de Internet; Segurança no acesso aos dados; Usabilidade.
  1. Riscos de alto nível:
  • Entendimento falho da Cadeia de Valor – O projeto não atender o objetivo da cadeia de valor.
  • Falha na Prospecção de Clientes – Escolha equivocada de clientes, que não necessitam do produto oferecido, para compor a base.
  1. Nome e responsabilidade das pessoas autorizando o termo de abertura:
  • Espaço para adicionar os envolvidos na Cadeia de Valor e nos objetivos empresariais.

Observa-se que no Termo de Abertura, boa parte das frases puderam ser coletadas da Cadeia de Valor e do Diagrama de Objetivos.
Na Tabela 1, é feito um “de-para” visando listar em quais planos de projeto as informações do Mapeamento de Processos podem ser utilizadas. Essa utilização pode ser muito maior, visto que as informações dos diagramas de processo dependem da necessidade da empresa. Caso a necessidade da empresa seja um entendimento macro de seu funcionamento, elas não adicionarão certas informações, consideradas irrelevantes em seus processos, mas que essas mesmas informações seriam de grande valia para os planos de projeto.

Tabela 1. Utilização de Diagrama de Processos nos Planos de Projeto

Mapeamento de Processos Plano de Projetos
OD – Diagrama de Objetivos

 

Escopo – Premissas e Restrições, Cultura da empresa, Benefícios esperados, Áreas envolvidas, Business Case, Patrocinador, Termo de Abertura.
Riscos – Ameaças e oportunidades, Tolerância e limites para riscos, Complexidade das relações.
VAC – Cadeia de Valor Comunicação – Áreas envolvidas, Processos afetados.
Integração – Stakeholders, Controle integrado de mudanças.
Tempo – Definição de cronograma.
EPC – Fluxo de Processos Comunicação – Stakeholders, Gerenciamento de expectativas, ligação entre setores.
Recursos Humanos – Conhecimentos e Habilidades dos gestores.
Riscos – Processos e procedimentos da empresa.

4. Mapear para Gerenciar

Um estudo de benchmarking realizado pelos capítulos brasileiros do PMI (Project Management Institute) aponta que 58% dos projetos nem sempre estão alinhados ao planejamento estratégico empresarial, não atingindo assim, em sua maioria, os benefícios e retornos estratégicos esperados. Visto que a estratégia da empresa impacta na maneira como o projeto será desenvolvido (Enjourney, 2009), a técnica de mapeamento de processos irá prover produtos que permitirão analisar aspectos da organização, para realizar melhores decisões sobre as operações atuais e aprimorar o gerenciamento de projetos futuros.

Quando um Gerente de Projetos for demandado a liderar um novo projeto, sabendo da importância dos fatores ambientais da empresa e processos de negócios, o mesmo deve analisar as diretrizes empresariais, a cadeia de valor que o projeto será inserido e quais objetivos estratégicos estão envolvidos. Isso permite um entendimento prévio da complexidade do projeto, bem como da sua importância para a empresa.
As informações do mapeamento de processos servirão como fonte para o desenvolvimento dos planos de projeto. Usando técnicas de elicitação de requisitos, algumas perguntas poderão ser feitas aos envolvidos na cadeia de valor empresarial, visando o desenvolvimento dos planos de projeto. A percepção prévia dos processos envolvidos permitirá um foco maior do GP na realização das entrevistas. Informações como o processo chave, seus donos e setores envolvidos, sendo devidamente organizadas, serão entradas para a composição dos planos de projetos, como o Plano de Riscos, utilizando os fatores críticos do objetivo como entrada; Plano de Custo, adequando-se de acordo com o orçamento da empresa, definida em seus objetivos; e Plano de Qualidade, no qual o GP determinará os métodos de aceitação de entregas, de acordo com os objetivos do processo.

5. Benefícios

Os tópicos acima citaram na prática como entender o funcionamento baseando-se nas informações dos documentos gerados pelo Mapeamento de Processo. A reutilização dessas informações, não a sua duplicação, é o principal benefício para o Gerenciamento de Projetos, visto que a empresa realizou um trabalho de investimento na estruturação empresarial, definição de processos, documentação, criando suas instruções de trabalho, nomeando os setores envolvidos nos processos, validando esses documentos, tornando-os oficiais dentro da empresa. Quanto mais pessoas se beneficiarem com essas informações, mais vantajoso terá sido o investimento.
Nestas circunstâncias, o GP iria compartilhar a visão empresarial, definida em seus documentos, em prol de seu projeto, utilizando-a como um guia para a coleta de requisitos e desenvolvimento dos planos de projeto. Dessa forma, o GP “venderá” seu projeto com mais confiança por saber que o mesmo está envolvido em um objetivo empresarial, em uma cadeia de valor crítica ou reduzindo a complexidade de um processo. Tudo isso de acordo com o que foi priorizado e previamente definido pela empresa, presumindo-se o envolvimento e interesse da mesma na execução do projeto. Ou seja, alinhamento do projeto com a estratégia da empresa.

6. Referências Bibliográficas
1) Um guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – Quarta Edição – Pmi.org

2) Preparatório para o Exame PMP – Sexta Edição, escrito por Rita Mulcahy, PMP

3) Artigo “Modelo de Processo de Negócio Analisar Pedido de Crédito” escrito por Diir, Souza, Azevedo e Santoro – Disponível em http://np2tec.uniriotec.br:9093/np2tec/publicacoes/RT-NP2TEC-2010-008-ModeloProcesso-AnalisarPedidoCredito-20100811.pdf

4) Artigo “Workshop – Melhoria de Processos – Mapeamento de Processos” – Disponível em: http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/12/docs/mapeamento_dos_processos.pdf

5) Apresentação “Governança de Processos: Os elementos de um Framework” – Disponível em http://www.enjourney.com.br/wp-content/uploads/2010/10/wp-2-governanca-de-processos-1.pdf Enjourney, 2009.

6) Artigo “Ferramentas de Modelagem de Processo: Uma avaliação” escrito por Macedo, Rodrigo dos Santos e Schmitz, Eber Assis. Disponível em http://www.triadesolucoes.com.br/Files/Artigo_001.pdf

 

Qualidade Manaus tem artigo publicado

O blog Qualidade Manaus vem rendendo frutos, cujo os colhedores são os próprios internautas interessados no assuntos Qualidade de Software.

Artigo publicado na revista Engenharia de Software, Edição 40 – Devmedia.

Os inúmeros textos publicados aqui, fizeram surgir o convite para escrever na revista.

Tema escolhido: Gerenciamento de Projetos com Mapeamento de Processos. O desafio foi grande: tempo extra de estudo sobre o tema proposto, para elaborar um texto coeso, sem muita repetição e com linguagem de fácil entendimento (padrão desse site!). Entre várias revisões, a versão final foi aceita.

Deixo aqui meus agradecimentos a empresa SOPIXEL e a oportunidade dada pelos responsáveis da revista Devmedia. Confira a introdução do artigo e, quem tiver acesso ao texto na íntegra, fique a vontade para deixar sua crítica ou comentário.

Aprimorando o Gerenciamento de projetos com mapeamento de processos – Revista Engenharia de Software Magazine 40

“Na literatura de Administração de Empresas e Empreendedorismo, muitos são os caminhos para criação, desenvolvimento e firmação de uma Empresa. A criação de uma empresa pode ser motivada por uma ideia, necessidade ou oportunidade. Diante do fator motivador, as ações para transformação de uma ideia em produto são inúmeras, até que a empresa possa fabricar o produto de maneira contínua. Mas apenas a fabricação do produto não é suficiente. Existem fatores não previsíveis como o mercado, concorrentes, custos, clima, entre outros, que podem prejudicar o funcionamento organizacional e a comercialização de seu produto ou serviço. Entender o funcionamento da empresa e seus diferenciais perante os concorrentes é fator essencial para a firmação da empresa.

Para manterem-se na frente, muitas empresas investem em novos produtos, mercados, inovação e fidelização de clientes. Cada uma dessas ações deve ser gerenciada de maneira que o risco de perda seja reduzido e o retorno do projeto maximizado. Dessa forma, pode-se dizer que a chave para o sucesso empresarial reside na capacidade de atrair e realizar projetos com sucesso.

Cada projeto tem sua particularidade e exige um número grande de envolvidos trabalhando juntos. Um desses envolvidos é a própria organização, que no momento do seu processo de criação, desenvolveu sua missão, visão, valores, objetivos estratégicos e identificou suas atividades, buscando sempre executá-las de forma eficiente.. ”

Sopixel e Qualidade Manaus

Workshop – Desenvolvimento Ágil com Qualidade: Pleonasmo ou Disciplina?

Este workshop é parte de uma parceria entre o Instituto Nokia e o Grupo de Testes de Software do DCC/UFAM. Nele, ocorrerá uma discussão sobre os benefícios com a adoção de metodologias ágeis para desenvolvimento de software e como obter qualidade durante o seu desenvolvimento.

O workshop será ministrado pelo Prof. Arilo Claudio, Doutor em Engenharia de Software pela COPPE/UFRJ e pesquisador na área de Testes de Software do PPGI/UFAM. Participarão do workshop alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da indústria. O workshop é de acesso livre e todos estão convidados a participar.

Local: Auditório do CETELI – localizado na Faculdade de Tecnologia (FT) no Setor Norte da UFAM.
Horário: 13:30 às 17:30
Data: 02/09/2011
Qualquer dúvida podem entrar em contato com o Prof. Arilo (arilo@dcc.ufam.edu.br).